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Vitória empata com o Bahia no Barradão e, invicto, leva título do Baianão 2017

Time campeão do Vitória posa para foto ao lado da taça do Baianão 2017

7 07UTC maio 07UTC 2017 Às 20:43

Havia duas possibilidades de final de história neste domingo, 7: uma festa completa com o sorriso de mais de 30 mil torcedores ou a alegria isolada dos intrusos no ambiente. Prevaleceu o clima todo a favor dos rubro-negros e o Vitória, com o empate por 0 a 0 contra o Bahia no Barradão, faturou o título estadual de forma invicta, sua segunda conquista seguida.

Valeu, por sinal, a campanha completa do Leão, que beneficiou-se da vantagem dos resultados equivalentes após o 1 a 1 da ida, na Fonte Nova. O time, que conquistou o tetra de 2002 a 2005 e de 2007 a 2010, voltou a comemorar um bicampeonato depois de uma sequência de cinco edições com apenas um troféu. O último campeão baiano invicto havia sido o próprio Vitória, em 2005.

Com a decisão da CBF – respaldada pela recomendação do Ministério Público (MP-BA) – torcedores do Bahia não puderam entrar na Toca (assim como a galera do Vitória não tive o direito de ir à Fonte Nova na última quarta-feira, 4). Ruim para o espírito de competitividade do futebol, ótimo para a unificação da alegria no santuário rubro-negro.

O Leão manteve a escrita de nunca ter saído sem comemorar de um Ba-Vi de final de Campeonato Baiano no Barradão (ganhou também em 2000, 2004, 2005, 2009, 2010 e 2013). Ainda elevou o jejum tricolor para oito partidas sem ganhar no estádio (último triunfo foi há seis anos, em 2011). E o Bahia falhou em sua 13ª tentativa histórica de tirar a taça das mãos do rival em jogos derradeiros nos quais necessitava do triunfo.

Mais do que tudo isso, o Vitória deu o troco após a traumatizante eliminação na semifinal na Copa do Nordeste diante do Esquadrão, que faz a decisão diante do Sport nos próximos dias 17 e 24. Antes, os dois estreiam no Brasileirão no domingo, 14: às 16h, o Bahia recebe o Atlético-PR e o Leão visita o Avaí.

Jogo amarrado

O primeiro tempo do Ba-Vi deste domingo, 7, foi um dos mais fracos dos clássicos deste ano. Os times se mostraram claramente nervosos, erraram mais do que o normal e as chances surgiram quase todas de falhas gritantes do adversário. O Bahia sofria com a ausência de incisividade, de jogadores mais habituados a balançar a rede. O Vitória dava continuidade à sina de resumir seu jogo às bolas longas.

Depois de um início com domínio rubro-negro, aproveitando o empurrão da galera, o Esquadrão foi o primeiro a levar perigo. Abriu-se clarão no meio da defesa do Leão, Juninho tramou com Allione e a redonda chegou a Edigar Junio, que girou bonito, viu a meta à sua frente, mas finalizou para fora.

Na sequência, vieram tentativas em série de chutes de longe até, aos 23, o Vitória perder sua primeira grande oportunidade. Cleiton Xavier cobrou escanteio fechado, Jean rebateu mal e Bruno Ramires mandou por cima na sobra.

A partir daí o Rubro-Negro viu seu gol amadurecer. Aos 29, Patric lançou, Tiago falhou, mas David errou ao tentar tocar na saída de Jean. Cinco minutos depois, Paulinho recebeu na área, driblou bem e acertou o pé da trave.

A resposta tricolor veio em lance polêmico. Aos 37, Zé Rafael foi acionado por Régis em ótima posição para o chute, mas preferiu a busca pelo contato para cavar o pênalti. Houve o toque da perna de Kanu, mas o árbitro baiano Marielson Alves mandou seguir.

Na segunda etapa, o Bahia teve um bom momento nos instantes iniciais. Uma bola na trave em cobrança de falta de Juninho e um chute de Zé Rafael, que quase entrou depois de desvio em Kanu, arrepiaram os pelos dos rubro-negros. No entanto, o ímpeto tricolor logo acabou e, ao som do empolgante canto que vinha da arquibancada, os comandados do interino Wesley Carvalho administraram o placar favorável até o fim.

Só não completaram a festa com o triunfo porque David perdeu outro gol feito aos 29 minutos. Não fez falta nenhuma. Ponto para a persistência de uma equipe que deixou faltar muito na qualidade do futebol, sofreu com mudança emergencial na comissão técnica, mas se superou com raça, inteligência e desejo de vingança.

FICHA TÉCNICA – VITÓRIA 0 X 0 BAHIA – PELA FINAL DO CAMPEONATO BAIANO 2017

Onde: Barradão, Salvador (BA)

Qaundo: 7/5/2017 – 16h 

Árbitro: Marielson Alves Silva (BA)

Auxiliares: Elicarlos Franco de Oliveira (BA) e Jucimar dos Santos Dias (BA)

Cartões amarelos: Kanu, André Lima e Bruno Ramires (VIT); Lucas Fonseca (BAH)

Cartões vermelhos: Não houve

Gols: Não houve

Público:30.288 Pagantes; 30.579 Presentes; Renda: R$422.561,00 

Vitória: Fernando Miguel; Patric, Kanu, Alan Costa e Geferson; Willian Farias, Bruno Ramires (René, 24’2°T) e Cleiton Xavier; David e Paulinho (Gabriel Xavier, 42’2°T); André Lima (Rafaelson, 33’2°T) – Técnico: Wesley Carvalho

Bahia: Jean; Eduardo, Tiago, Lucas Fonseca (Jackson, Int) e Armero; Renê Júnior, Edson, Régis, Allione (Gustavo, 33’2°T) e Zé Rafael (Diego Rosa, 35’2°T); Edigar Junio – Técnico: Guto Ferreira

Fonte: Atarde

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