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Ruínas Flutuantes

20 de novembro de 2016 Às 22:19

Ela imporia a ordem pela razão, mas as peças fugira do encaixe, e as indefinições te vigia no caos, que genetia entre os dedos. A emoção é perversa, lhe embrulha o estômago e lhe seduz entre luzes que acena os tantos caminhos escorregadios e imprevistos.

Seu clamor pela segurança das certezas,repele teus anseios em distâncias abismais e a aflição toma sua alma. Toda resistência às ilusões parece um brado vencido, e o desejo inclina e rasteja por lampejos de felicidades tão intensos, quanto raros.

No seu íntimo, a clareza dos fatos conflitam, com os apelos de um coração surrado de dessabores que a consciência ratifica os vazios que lhe tirara o chão. Assim, no meio do caminho não há por onde recomeçar, pois, os sentimentos são deprimentes e rasos que a racionalidade desdenha.

Segue o grito por uma minguada dose de segurança e um bocado de sono livre de sonhos.”

Rubens Alves De Oliveira

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