Jovem ainda tentou fugir por um corredor no final do condomínio, mas foi cercado e executado

Não é de agora que casos de violência assustam moradores da pequena cidade de Alcobaça. E desta vez a vítima foi Romilson Pereira Ramos Júnior, o “Júnior de Amaralina”, de 22 anos, esse que na tarde desta terça-feira (8), acabou sendo perseguido por dois elementos em uma moto, cercado em um condomínio e executado a tiros na rua Vila Pena, região central da cidade. Segundo moradores próximos, a vítima ainda conseguiu correr por vários metros e ao chegar desesperada no condomínio, seguiu em direção ao um corredor, mas estrategicamente os assassinos a encurralaram, quando o carona desceu e disparou vários tiros à queima roupa no jovem, que veio a óbito no local. Pouco tempo depois a Polícia Militar foi acionada e uma guarnição fez a preservação do local do homicídio até a chegada do delegado Robson Marocci, titular de Alcobaça e uma equipe do Departamento de Polícia Técnica de Teixeira de Freitas (DPT). Segundo o perito criminal Marco Antônio Lima, responsável pela perícia de local, o jovem Romilson Pereira Ramos Júnior, o “Júnior de Amaralina”, de 22 anos, foi morto com três tiros, sendo um na cabeça, um no braço que transfixou no tórax e o último na coxa esquerda. Após a perícia o corpo foi removido ao IML de Itamaraju para exames de necropsia.

A motivação do crime ainda é desconhecida e o delegado Robson Marocci informou a imediata instauração de um inquérito policial para tentar identificar os assassinos. O maior problema para a Polícia Civil de Alcobaça é a falta de condições mínimas de trabalho, o que acaba transmitindo um descrédito junto à população e consequentemente o sentimento de impunidade, que pode fomentar a ocorrência de mais violência. A Delegacia de Alcobaça não possui sequer uma cela em condições para manter alguém encarcerado. Os presos do município precisam ser levados para a custódia de Caravelas, que por sinal também enfrenta sérios problemas em sua estrutura.

Fotos: TN

 





VEJA MAIS