CARAVELAS - Professores da rede pública de ensino entraram em greve, por tempo indeterminado, desde a última quarta-feira (28/8), em Caravelas.

A categoria reivindica, entre outras coisas: décimo terceiro integral, eleição democrática para diretores, reforma das escolas, pontes e manutenção da Zona Ribeirinha e Rural de forma devida, piso Nacional Federal, pagamento dos vencimentos que não foram pagos de 20 e 40 horas, direito de ser atendido pelo prefeito, transparência com os recursos do FUNDEB, prestações de contas do FUNDEB, pagamento do retroativo de insalubridade, compromisso e cumprimento do edital da Plataforma Freire, valorização dos profissionais, pagamento de deslocamento, adesão ao curso técnico pró-funcionário, melhores condições de trabalho e transporte de qualidade para levar os alunos para as escolas.

Os professores em greve argumentam que, diferente de alguns lugares do Brasil e principalmente do mundo, em Caravelas quem manda na Educação é o prefeito municipal.

“Aqui, o gestor rasgou o Plano de Cargos e Salários; não paga o Piso Nacional; cria lei em consonância com o Legislativo municipal para acabar com eleição para diretores escolares, nomeando a seu bel-prazer e colocando pessoas que julga convenientes ou por que votaram nele na última eleição; não presta contas dos recursos do FUNDEB a quem é de direito; não recebe a entidade sindical e nem os profissionais da Educação para um diálogo e tantas coisas mais”, denuncia a categoria.

E concluiu: “Onde anda a democracia desse país em que o povo não tem voz e vez? Cadê o cumprimento da Carta Magna do País? Onde estão os representantes do povo que representam um poder que, por ser harmônico ao Executivo Municipal, é também independente? E a nossa justiça? Que justiça tem sido feita que esta se julga ser ‘Foro Íntimo’ (Art.135 – Processo Civil) para a Educação de Caravelas? Greve? Por que a greve? Está será a última alternativa para que se possa de alguma forma, ouvir a nossa voz”.





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