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Geddel é preso pela PF em nova fase da Operação Cui Bono

Detenção acontece após a PF encontrar R$ 51 mi em um apartamento que seria usado por ele

8 de setembro de 2017 Às 11:50

PF levou 14 horas para contar a dinheirama

PF levou 14 horas para contar a dinheirama

A Polícia Federal prendeu o ex-ministro Geddel Vieira Lima (PMDB) na manhã desta sexta-feira (8) em sua residência no bairro do Apipema, em Salvador (BA). A prisão acontece três dias após a PF encontrar R$ 51 milhões em malas e caixas de dinheiro em um apartamento na capital baiana que, segundo a Justiça Federal, seria utilizado pelo ex-ministro.

A medida é mais uma fase da Operação Cui Bono?, um desdobramento da Lava Jato conduzida pelo Ministério Público Federal no Distrito Federal.

Geddel foi encontrado pelos policiais em sua casa, onde cumpre prisão domiciliar, por volta das 5h40 da manhã.

De acordo com a Record TV, Geddel tentou esconder o próprio rosto quando foi levado para a viatura policial. Ele foi transportado pelas autoridades pouco depois das 7h para o aeroporto da cidade, de onde foi transferido para Brasília.

A Polícia Federal organizou a operação após a Justiça solicitar a prisão preventiva do político baiano. O receio de que Geddel fugisse do País teria motivado as autoridades a realizar a prisão.

A PF também cumpriu hoje três mandados de busca e apreensão em endereços ligados ao político, além de um segundo mandado de prisão preventiva, todos em Salvador.

Na última terça-feira (5), a PF deflagrou a operação Tesouro Perdido, uma etapa da operação Cui Bono?, um desdobramento da Lava Jato. Em um apartamento da capital baiana, os agentes encontraram milhares de notas de reais e dólares armazenadas em caixas e malas. 

A Polícia Federal levou 14 horas para contar a grana, totalizando R$ 51 milhões, sendo R$ 42.643.500 e US$ 2.688.000 — foi a maior apreensão de dinheiro vivo da história da agência. Na quinta-feira, a PF confirmou que asdigitais de Geddel foram identificadas dentro do imóvel.

Investigação

Geddel Vieira Lima foi ministro da Secretaria de Governo de Temer até ser acusado pelo ex-ministro da Cultura, Marcelo Calero, de pressão para liberar um empreendimento imobiliário na Bahia, onde Geddel tem um imóvel, e que havia sido barrado pelo Iphan (Instituto do Patrimônio Histórico Nacional), subordinado à pasta então comandada por Calero. A área onde está localizado o imóvel é tombada. Após o caso ser revelado, em novembro de 2016, Geddel pediu demissão.

Poucas semanas depois, Geddel se tornou um dos investigados na Operação “Cui Bono?”, deflagrada em 13 de janeiro, que apura irregularidades cometidas na vice-presidência de Pessoa Jurídica da Caixa Econômica Federal, durante o período em que foi comandada pelo político baiano, na gestão da ex-presidente Dilma Rousseff.

A investigação teve origem na análise de conversas registradas em um aparelho de telefone celular apreendido na casa do então deputado Eduardo Cunha (PMDB-RJ).

O teor das mensagens indicam que Cunha e Geddel atuavam para garantir a liberação de recursos por vários setores da Caixa Econômica a empresas que, após o recebimento, pagavam vantagens indevidas aos dois e a outros integrantes do esquema, entre eles Fábio Cleto.

Cleto, que ocupou por indicação de Eduardo Cunha a vice-presidência de Fundos de Governo e Loterias, foi quem forneceu as primeiras informações aos investigadores. Em meados do ano passado, ele fechou acordo de colaboração premiada com a Procuradoria Geral da República.

Em 3 de julho, Geddel foi preso sob acusação do MPF (Ministério Público Federal) de estar tentando obstruir as investigações — ele estaria pressionando o doleiro Lúcio Funaro para evitar que ele fizesse uma delação premiada. Dez dias depois, o TRF-1 (Tribunal Regional Federal da 1ª Região) decretou prisão domiciliar a Geddel, mesmo sem a tornozeleira eletrônica.

Geddel, que é ainda ex-deputado federal, também foi ministro da Integração Nacional na gestão do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

Uma vida de luxo com R$ 51 milhões

Os R$ 51 milhões em dinheiro vivo encontrados pela Polícia Federal em um apartamento de Salvador (BA) — e atribuído pela Justiça Federal ao ex-ministro Geddel Vieira Lima (PMDB) — seriam suficientes para comprar sete apartamentos de luxo iguais ao que o jogador Cristiano Ronaldo possui no bairro do Morumbi, em São Paulo.Nas imagens a seguir, veja mais o que é possível fazer com a quantia milionária, que se tornou a maior apreensão de dinheiro vivo da história da Polícia Federal

Os R$ 51 milhões em dinheiro vivo encontrados pela Polícia Federal em um apartamento de Salvador (BA) — e atribuído pela Justiça Federal ao ex-ministro Geddel Vieira Lima (PMDB) — seriam suficientes para comprar sete apartamentos de luxo iguais ao que o jogador Cristiano Ronaldo possui no bairro do Morumbi, em São Paulo.

Nas imagens a seguir, veja mais o que é possível fazer com a quantia milionária, que se tornou a maior apreensão de dinheiro vivo da história da Polícia Federal.

Com os R$ 51 milhões atribuídos a Geddel também é possível comprar dois iates Azimut 83, o mais luxoso do mundo. O barco de 200 m² possui três andares e quatro suítes

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Ou então comprar cinco mansões com piscina e dez suítes, em Alphaville, na Grande São Paulo, considerado o refúgio de celebridades e milionários paulistanos

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Além disso, é possível pagar, à vista, 20.400 diárias na Casa Pueblo, o hotel mais badalado de Punta del Este, no Uruguai. Ou seja, daria para aproveitar as férias por 55 anos

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Para quem gosta de viajar com conforto, o valor encontrado no esconderijo do Geddel é suficiente para pagar 1.593 passagens de primeira classe pela Emirates Airlines, de São Paulo a Dubai, com luxos e confortos inimagináveis

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Com R$ 51 milhões na mala, também dá para comprar cinco ilhas como a de Gaia, na Grécia, com 174 mil m², que foi vendida por R$ 9,3 milhões

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Fonte: R7

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