O zagueirão Mathias Jorgensen bem que tentou, mas não teve jeito: a Croácia eliminou a Dinamarca nos pênaltis e vai enfrentar a Rússia nas quartas de final da Copa do Mundo. Os dois times ficaram em um empate por 1 a 1 no tempo normal, mas os croatas levaram a melhor por 3 a 2 nas cobranças.

Jorgensen fez mais do que a sua parte. Abriu o placar logo aos 57 segundos de jogo, com o gol mais rápido de seu país na história das Copas. Viu a Croácia empatar pouco depois com Mandzukic. Mas já no final do segundo tempo da prorrogação voltou a aparecer: fez um pênalti que evitou que os croatas fizessem o gol que decidiria a partida. Modric desperdiçou a cobrança e manteve a Dinamarca viva.

Só que na disputa de penais, Eriksen, Schone e Jorgensen perderam, e a Croácia acabou se classificando à próxima fase.

Russos e croatas agora se encontram no próximo sábado (7) em Sochi, às 15h (de Brasília).

QUE COMEÇO!

Para quem não estava ligando muito para um duelo entre Croácia e Dinamarca, as duas seleções mandaram o recado logo nos primeiros lances do jogo.

Aos 57 SEGUNDOS de jogo, os dinamarqueses saíram na frente. E em um lance digno de ‘Cucabol’! Knudsen cobrou lateral na área e a bola acabou sobrando na confusão para o zagueiro Jorgensen girar e bater para o gol. O goleiro Subasic poderia fazer melhor e até encostou na bola, mas acabou mandando para dentro do gol.

Foi o gol mais rápido da Dinamarca, o 13º mais rápido de toda história das Copas.

Só que aos 3:40, a Croácia já havia deixado tudo igual – transformando o jogo naquele que teve duas seleções marcando em menor quantidade de tempo.

Vrsalijko fez boa jogada pela direita e bateu forte para o meio da área. A bola foi sem direção nenhuma, mas Dalsgaard errou na hora de afastar o perigo, chutou em cima do companheiro e acabou deixando Mandzukic na boa para balançar as redes.

Equlíbrio

O jogo, claro, não conseguiu manter o ritmo dos primeiros quatro minutos. Mas seguiu bom e equilibrado até o final do primeiro tempo.

A Dinamarca teve chances com Braithwaite, que parou em boa saída do gol de Subasic, e Eriksen, que tirou tinta da trave em um chute de longe.

A Croácia foi ainda mais perigosa, com Perisic perdendo um gol incrível ao errar dois chutes consecutivos de dentro da pequena área e ainda parou em duas boas defesas de Schmeichel em chutes de Rakitic.

Esfriada

A Dinamarca mexeu no intervalo: tirou o zagueiro Christensen e colocou o meia Schone. E a estratégia até deu certo, com os dinamarqueses passando a ficar mais com a bola, especialmente no campo de ataque.

Só que a mudança no controle da partida também esfriou muito o jogo e diminiu demais a quantidade de boas chances criadas.

A primeira boa oportunidade veio só aos 26 minutos. Poulsen dominou pela direita, achou espaço e tocou no meio para o atacante Jorgensen, que teve tempo de dominar e bate para o gol. O chute, porém, saiu fraco e em cima de Subasic.

Pouco depois foi a vez de Eriksen ter a bola de frente para o gol na entrada da área em um contra-ataque, mas bater mal e errar o alvo enquanto a marcação o pressionava.

O jogo só foi esquentar um pouco no final do segundo tempo, mas mais pela tensão do que por bom futebol em campo.

INCRÍVEL!

Tudo só mudou aos 8 minutos do segundo tempo da prorrogação. Rebic recebeu um lançamento magistral de Modric em contra-ataque e ficou de cara para o gol. Ele driblou o goleiro Schmeichel, mas foi derrubado por Jorgensen antes de ser poder completar para o gol. O juiz deu o pênalti, mas não expulsou o zagueiro.

Na cobrança, Modric escolheu o canto direito, mas bateu muito mal na bola e viu Schmeichel encaixar para fazer a defesa.

Proibido fazer gols?

O 1 a 1 seguiu até o final, e a Copa viu então o seu segundo dia na história com duas disputas em cobranças de pênaltis.

E mesmo nelas ninguém parecia querer marcar!

Eriksen, para a Dinamarca, e Badelj, para a Croácia, abriram errando seus chutes. Na sequência, quatro acertos: Kjaer e Khron-Dehli (DIN) e Kramaric e Modric (CRO). O dinamarquês Schone voltou a desperdiçar, mas o croata Pivaric não aproveitou a chance seguinte.

No fim, o atacante Jorgensen – e não o zagueiro-artilheiro – parou em Subasic e Rakitic bateu com perfeição para finalmente dar números finais ao jogo.





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