Akinnfeev pode considerar que teve, no dia 1 de julho de 2018, um dia de Deus, segundo o ditado popular russo (Quem trabalha duro, pode ter um dia de Deus). Afinal de contas, os pouco mais de 14 anos de serviços prestados à seleção do seu país teve seu ápice na classificação épica da Rússia, nos pênaltis, diante da Espanha. O capitão e herói da tarde foi fundamental para o improvável e histórico resultado ocorrido no Estádio Lujniki.

Com uma tática defensiva (esquema 5-3-2) armada pelo técnico Stanislav Cherchesov, muito das esperanças de uma remota chance de classificação dos donos da casa passariam pelas mãos de seu camisa 1. A Espanha, que sempre valoriza a posse de bola, não encontrou muitas brechas no ferrolho russo. Quando teve êxito, em chutes de Diego Costa, Iniesta, Aspas e Rodrigo, Akinnfeev fez defesas espetaculares e vitais.

Veio a disputa de pênaltis, tão sonhada pelos anfitriões. Na terceira e quinta cobranças, o homem de gelo russo mais uma vez brilhou. Defendeu os chutes de Koke e Aspas e fez quase 80 mil pessoas no Lujniki e um país inteiro explodir de euforia. Se a Copa do Mundo ainda não tinha caído no gosto popular, agora não resta dúvidas. E tudo graças ao atleta eleito, com méritos, o melhor em campo neste domingo.

A atuação consagra o jogador, de 32 anos, que faz carreira em um único clube: CSKA. A primeira partida como titular aconteceu em amistoso em 2004, no amistoso diante da Noruega. O desempenho decisivo neste domingo também serve de uma redenção para Akinnfeev, que falhou feio quatro anos antes, no Brasil, no empate em 1 a 1 com a Coreia do Sul. A Rússia caiu na primeira fase.

Azarões, sim, mas confiantes. Os russos estão eufóricos com uma campanha que nem o mais otimista torcedor poderia imaginar: estar entre os oito finalistas do Mundial onde sua pátria é a sede. Muito disso se deve as milagrosas mãos de Akinnfeev.





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