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Em seu 1º discurso na ONU, Trump ameaça “destruir completamente a Coreia do Norte”

Presidente dos EUA também disse que pode haver "medidas adicionais" contra a Venezuela.

19 19UTC setembro 19UTC 2017 Às 12:00

Em seu primeiro discurso na Assembleia Geral da ONU, o presidente dos EUA, Donald Trump, defendeu a sua ideia de “América em primeiro lugar”, classificou o governo da Coreia do Norte como “depravado”, uma “ditadura corrupta”, e afirmou que, se for ameaçado, não terá outra escolha a não ser “destruir completamente a Coreia do Norte”.

Trump afirmou que os países-membros da ONU devem trabalhar juntos para enfrentar países hostis. “Se os justos não enfrentarem os perversos, então o mal triunfará”, diz. Ele ainda aproveitou o seu discurso para mandar recados para a Rússia e a China, afirmando que todos devem “rejeitar as ameaças contra a soberania desde a Ucrânia até o Mar do Sul da China”. O presidente dos EUA disse ainda que o acordo nuclear com o Irã é uma vergonha para os EUA.

Trump voltou a chamar o ditador norte-coreano, Kim Jong-un de “homem foguete” (Rocket Man), afirmando que Kim está em uma “missão suicida para ele e seu regime”. “Regimes párias representados neste corpo, não só apoiam o terror como também ameaçam outras nações e seu próprio povo com as mais destrutivas armas conhecidas pela humanidade”, afirmou Trump, em clara referência à Coreia do Norte.

Segundo a agência Reuters, o embaixador da Coreia do Norte deixou o recinto minutos antes de Trump começar a falar.

Em seu discurso, que durou cerca de 40 minutos, Trump defendeu que todos os líderes do mundo deveriam também pensar nos interesses de seus próprios países, embora sem abandonar a cooperação em certos temas. “Como presidente, sempre colocarei os Estados Unidos primeiro, assim como os senhores, como líderes de seus países, deveriam sempre pôr seus próprios países primeiro”, disse. Ele prometeu ainda que as forças militares dos Estados Unidos em breve estarão mais fortes do que nunca.

“O sucesso da ONU depende de uma coalizão de nações fortes e independentes que abracem sua soberania para promover segurança, prosperidade e paz, para cada um de nós e para o mundo”, expressou o presidente. “Não queremos impor nossa maneira de viver a ninguém, nem nossos valores culturais.”

Ações contra a Venezuela

Trump voltou a dizer que os EUA estão preparados para tomar “ações adicionais” se o governo venezuelano continuar a impor um governo autoritário contra seu povo. “O povo venezuelano está morrendo de fome e o país está em colapso. É uma situação completamente inaceitável. Como um vizinho responsável e amigo, queremos ajudar o país a ganhar novamente sua liberdade e restaurar a democracia. Os EUA deram passos importantes contra o regime e tomará ações adicionais se a Venezuela não abandonar o autoritarismo.

Fonte: UOL

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