Estranho não estranhar que as coisas boas de uma cidade grande não chegam por aqui, ... empresas, universidades, cinema, teatro, lazer, esporte, cultura. Assim, percebemos a transição frenética de uma recente vila de moradores, onde faltara muita coisa de cidade desenvolvida e sobrava tranquilidade, um porto seguro, para os refugiados dos grandes centros, ou então, um lugar para respirar, repor energias e segui em frente.

Nesse sentido, deixando de fora o saudosismo, o cotidiano desse lugar está esquisito, inaugurando um novo rito, com a metódica rotina; ouve-se as sirenes da viatura de polícia e ambulância, espera um tempo e verifica o ocorrido nas páginas policiais dos sites da cidade. Isso mesmo! Temos páginas policiais, aqui os olhos veem e a redundância é proposital, e o coração sente, os limites geográficos são insignificantes e as marcas de sangue se espalham, e a sensação de colapso é uma realidade.

Atordoados, pisando em ovos, tentamos empurrar os traumas e encontrar o contra-ponto, as "vantagens" de viver em um ambiente ostil, a agradar gregos e troianos na corda bamba no vilarejo atraído pelas luzes da falsa prosperidade de microondas. Somos cosmopolitas rurais e o furto de galinhas ficou pra trás.





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